Ring Galaxy AM 0644-741 from Hubble
Image Credit: Hubble Heritage Team (AURA / STScI), J. Higdon (Cornell) ESA, NASA
Eu não vou mudar.
Leitores curiosos. Venho por meio deste fazer um desabafo cruel. Eu não vou mais mudar. Não no que realmente não importa.
Conheci pessoas fenomenais que amavam festas. Fui em festas, bebi, respirei fundo o ar daquele lugar e disse 'Posso suportar... Hoje'. Conheci pessoas fenomenais que insistiam em dizer que o algo no qual acreditava não era algo real. Eu até pensei 'É verdade, talvez eu esteja errada. Talvez eu realmente deva pensar melhor no que acredito.'. Nunca pensei que talvez, fossem as pessoas erradas me fazendo pensar estar errada. Não que obviamente, eu esteja certa (tudo é uma questão de ponto de vista).
A mania de anular-se, de permanecer em silêncio às exigências vazias me faziam cometer erros banais e de imenso desprazer.
Mas cansei. Cansei de tentar me adequar aos braços de quem não suportava me abraçar. Percebi que a vida real, a vida lá fora, é muito mais do que as pessoas insistem em tentar mostrar.
Respira. Respira. Respira.
São anos de mudanças. São anos. Anos luz de mutações. São anos de evolução. Foram anos de evolução para ser quem sou - Pra você ser quem você é. Mas afinal, quando saber se você deve mudar? Como saber se você deve se adequar as rígidas normas do outro?
Quando saber se você é o errado? Como saber se você é a peça que não se encaixa?
Respira. Respira.
Foram dias. Foram meses de afogamentos em dúvidas. Foram inúmeras as vezes que me deitei na cama, fechei os olhos e disse 'Qual meu limite?'. Aprendi a me respeitar. A respeitar o limite do outro. A respeitar quem somos, nossas construções sociais, nossas investidas caóticas. Aprendi que os entre lugares são favoráveis desde que eles sejam suportáveis. Aprendi a compreender minhas paredes. Você se conhece, leitor? Conhece seus limites?
Sou um caos. Mas não sei como seria não ser - E gosto disso.
