Fotografo: Meu recomeço



Fotografo coisas que aprendi pelo caminho. As fotos foram de uma expedição em um acampamento onde passei uma semana renascendo sem qualquer contato com tecnologias. Não sei se funcionou. Me arrependendo de ter tirado poucas fotos.



Aprendi que mesmo se eu quebrasse um brinquedo, se eu consertasse ele, continua divertido brincar. Isso vale para pessoas, animais e outros objetos do cotidiano. Às vezes eles quebram, mas ainda funcionam.

Que quando meus pais saíam de casa, inevitavelmente eles voltariam, estão era só esperar com calma. Às vezes, amigos precisam dar algumas voltas. É só esperar com calma.

O banho pode ser o melhor momento para tudo: imaginar ser uma estrela de cinema, treinar inglês, cantar, desabar, chorando, sorrir sem parar, gritar, diminuir a dor dos ombros e das costas, recitar poemas, inventar canções, treinar como dizer "eu estou gostando de você" e eventualmente tomar banho.

Quando você faz algo errado, precisa pedir desculpa. Ninguém nunca me disse, mas quando alguém está muito bravo com você, pedir desculpas mesmo sem saber o que você fez, ajuda. 

Não furar filas. Apenas em casos extremos, como encontrar um amigo muito querido que você precisa colocar o papo em dia. Nesse caso e somente nesse caso, vale furar fila. Mas na dúvida, é sempre melhor não furar filas.

Não contar troco. Eu sempre erro cálculos, se eu disser que o troco está errado posso simplesmente receber um 'não, está certo'. Ah, que situação embaraçosa! 

Em dias tristes, jogar The sims funciona. E após brigas, League of Legends é o melhor remédio. Com Discord. Para cicatrizar feridas.

Às vezes, coisas ruins acontecem. E que nesses casos, você deve tirar crianças de perto e brincar com elas. Caso a catástrofe não seja tão perto, é melhor conversar com carinho e fazê-las dormir. Certos sofrimentos são pesados demais para serem enfrentados na hora.

Que às vezes a gente se engana feio. Às vezes eu não me aproximava com medo de me machucar muito, sofrer as consequências de algum comentário maldoso da outra parte. Descobri que devemos estar abertos para novidades. E eventualmente, dar uma segunda chance. Todos merecemos uma segunda chance.

Abraçar e sorrir são duas coisas que não se nega a ninguém. Nem ao seu pior inimigo. E que mesmo que eu visse qualquer um que não converso a anos, por motivos dos quais nem sequer eu sei, eu sorriria. Eu sorriria porque não sei agir de outra forma (se a risada não for de alegria, será certamente de desespero).